
Em 30 segundos
- Em 10 de março de 2026, a fonte sul do Kīlauea chegou a 540 m: recorde da erupção iniciada em dezembro de 2024, não de toda a história do vulcão.
- O Reel aproxima momentos diferentes. O episódio 18 é de abril de 2025; a câmera V3 foi destruída em dezembro de 2025; o recorde veio em março de 2026.
- A tabela do USGS registra 54 episódios de fontes altas até agosto de 2026, além de fluxos posteriores sem fontes altas. Previsões exigem atualizações datadas.
Altura com contexto
Uma Torre Eiffel ainda não alcançaria o topo
O Observatório de Vulcões do Havaí registrou o início do episódio 43 às 9h17, no horário havaiano, em 10 de março de 2026. Durante cerca de nove horas, duas aberturas lançaram fontes de lava no interior de Halemaʻumaʻu, a cratera no cume do Kīlauea. A fonte sul chegou a 540 metros.
A comparação do Reel ajuda a visualizar a escala: a Torre Eiffel tem 330 metros, contando sua antena. Mas a medida do vulcão é a altura da fonte acima da abertura, não uma altitude sobre o nível do mar. Também não significa que uma parede contínua de lava tenha permanecido com esse tamanho durante nove horas.
O recorde precisa de sobrenome: pertence a essa erupção, iniciada em 23 de dezembro de 2024. O histórico do Kīlauea inclui fontes ainda mais altas em 1959. Chamar 540 metros de recorde absoluto do vulcão apagaria essa diferença.
O motor da fonte
O gás empurra a rocha líquida
Segundo a explicação do USGS sobre fontes de lava, o acúmulo de magma aumenta a pressão no sistema. À medida que o magma sobe, a pressão diminui e gases dissolvidos formam bolhas que se expandem rapidamente. Essa liberação impulsiona a lava para fora da abertura.
A comparação com uma bebida que borbulha ao ser aberta ajuda a entender a descompressão, embora não reproduza a temperatura nem os detalhes do vulcão. Parte do material cai ainda incandescente perto da fonte; fragmentos menores podem viajar com o vento. A paisagem cresce com depósitos novos, enquanto a pressão abaixo dela muda.
Há uma alternância entre acumular e liberar energia, mas não um relógio infalível. A rede do observatório acompanha deformação do solo, terremotos, gases e imagens. Um vídeo oferece uma janela visual; o conjunto dos instrumentos é que permite interpretar a atividade.
A testemunha atingida
A V3cam também virou parte da história
Em 6 de dezembro de 2025, no episódio 38, uma fonte inclinada atingiu a área da antiga V3cam. A documentação do USGS informa que a câmera ficou sob aproximadamente dez metros de respingos de lava e fragmentos vulcânicos. A destruição não ocorreu durante o episódio do recorde de 540 metros.
Uma nova câmera com movimento de rotação, inclinação e zoom foi instalada na borda sul em 19 de dezembro. Ela voltou a oferecer imagens de uma área onde a presença humana é limitada. A fotografia abaixo mostra essa instalação; a fotografia de abertura registra a nova unidade diante das fontes de março.
A mudança de posição importa. Distância, enquadramento e inclinação da lente alteram a aparência de uma fonte. Um vídeo impressionante não permite medir sua altura apenas comparando pixels com uma câmera em primeiro plano. Para isso, é preciso conhecer a geometria e usar as medições publicadas.

Mais de um dia
O Reel reúne episódios; a atividade continua mudando
A tabela oficial situa o episódio 18 em 22 de abril de 2025. Ele não é o episódio 43. A montagem do Reel relaciona a fase de fontes, a perda da câmera e o recorde posterior; ler as cenas como uma sequência de acontecimentos do mesmo dia produziria uma cronologia errada.
A mesma tabela registra 54 episódios de fontes até 25 de agosto de 2026. Em 14–16 de setembro, porém, houve fluxos por novas aberturas sem fontes altas. Portanto, a contagem de fontes não equivale à contagem de toda manifestação de lava.
No aviso de 6 de outubro de 2026, o HVO informou que as mudanças no sistema impediam modelar uma janela confiável para o episódio 55. O relatório de 7 de outubro descreveu possibilidades que incluíam retomada de fontes, novas aberturas, intrusões ou encerramento da erupção. São cenários datados, não uma promessa de quando ocorrerá o próximo espetáculo.
A história em números
| Número | O que significa |
|---|---|
| 540 m | Máximo da fonte sul no episódio 43, em 10/03/2026 |
| 330 m | Altura atual da Torre Eiffel, incluindo antena |
| Cerca de 9 horas | Duração do episódio 43 |
| 6/12/2025 | Destruição da antiga V3cam durante o episódio 38 |
Antes de piscar
O que fica fora do enquadramento
Se a lava fica na cratera, o impacto fica ali?
Nem sempre. A cronologia de março documenta fragmentos transportados pelo vento para comunidades e trechos de estrada. A altura da fonte é só uma parte do risco; gases, partículas e direção do vento também contam.
Estas fotos são do instante em que a câmera foi destruída?
Não. Uma mostra as fontes do episódio 43; a outra, a instalação da câmera substituta. A perda da unidade antiga está descrita na fonte primária, com sua data própria.
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Fontes desta história
- USGS/HVO — Recorde do episódio 43. 12/03/2026; fonte sul, duração e queda de tefra.
- USGS/HVO — Fontes de lava e riscos. 06/03/2025; mecanismo físico e episódios históricos.
- USGS/HVO — Nova V3cam e sobrevoo. 19/12/2025; câmera antiga enterrada, instalação e crédito das fotos.
- USGS/HVO — Cronologia de março. 10–11/03/2026; imagens reais e transporte de fragmentos.
- USGS/HVO — Tabela da erupção. Datas dos episódios e fluxos de setembro sem fontes altas.
- USGS/HVO — Aviso 2026/H475. 06/10/2026; previsão do episódio 55 explicitamente limitada.
- USGS/HVO — Relatório de estado. 07/10/2026; hipóteses de evolução da atividade.
- Torre Eiffel — Números oficiais. Altura atual de 330 m, incluindo antena.
Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026.
Créditos das imagens
1 USGS / M. Patrick. Domínio público — USGS, conforme ficha da imagem. 2 USGS / M. Patrick. Domínio público — USGS, conforme ficha da imagem.
Duas fotografias reais do USGS, de datas e episódios diferentes. Domínio público indicado nas fichas oficiais; sem IA, composição, ampliação ou recorte local.




