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Observações em 20–21 de dezembro de 2013; estudo publicado em 27 de agosto de 2014

Como as pedras do Vale da Morte deixam rastros pelo deserto?

Em dezembro de 2013, pesquisadores viram gelo fino empurrar pedras sobre o barro. A descoberta explicou os movimentos observados, com uma dúvida sobre as maiores.

Pisca News

Leitura de 5 minutos

Fontes no fim

Uma pedra cinza está no fim de um sulco comprido que curva pelo chão rachado, com montanhas ao fundo.
Figura 1 · Racetrack Playa, Califórnia, 5 de dezembro de 2006. A pedra está parada; o rastro registra um deslocamento anterior. Esta fotografia não mostra o movimento observado pelos pesquisadores em 2013. Lgcharlot · CC BY-SA 4.0

Em 30 segundos

  1. Pedras deixam rastros pelo chão de Racetrack Playa, no Vale da Morte. Em dezembro de 2013, pesquisadores viram o processo acontecer.
  2. Uma combinação de água rasa, gelo fino, sol e vento empurrou pedras sobre o barro. O gelo não precisava levantá-las do chão.
  3. O estudo explicou os movimentos observados. As maiores pedras do local não foram vistas se deslocando naquela investigação.

Antes de piscar

Um rastro sem pegadas

A fotografia parece contar uma história impossível: uma pedra no fim de uma trilha comprida, sem ninguém por perto. Em Racetrack Playa, um lago que costuma estar seco no Parque Nacional do Vale da Morte, centenas de pedras deixam marcas pelo terreno quase plano.

Segundo o serviço de parques dos Estados Unidos, há pedras de até 320 quilos e rastros que se estendem por centenas de metros. Mas o tamanho do cenário não conta como o movimento acontece. Uma marca permanece depois que as condições que a produziram desapareceram.

O fenômeno atraía estudos desde os anos 1940. Vento, água e gelo apareciam nas explicações propostas; faltava acompanhar o processo diretamente. A pergunta científica era menos “a pedra saiu do lugar?” e mais “o que a empurrou, em quais condições?”.

O instante

A espera terminou num lago raso

A equipe instalou uma estação meteorológica, câmeras e GPS em 15 pedras. Para preservar as pedras naturais do parque, os pesquisadores trouxeram blocos semelhantes de outro lugar, com autorização. Os aparelhos permitiriam registrar um acontecimento que talvez ocorresse sem ninguém por perto.

Em dezembro de 2013, Richard e James Norris chegaram ao local e encontraram água cobrindo parte da superfície. Nos dias 20 e 21, viram pedras se moverem. No dia 21, a quebra do gelo perto do meio-dia veio acompanhada de estalos pela lagoa congelada, segundo o relato divulgado pelo Scripps.

Várias pedras pequenas aparecem sobre barro úmido, cada uma no fim de trilhas sinuosas que seguem direções parecidas.
Figura 2 · Racetrack Playa, 20 de dezembro de 2013. Rastros recém-formados vistos da margem sul às 15h15. A fotografia integra o estudo e mostra o resultado do deslocamento daquele dia. Richard D. Norris e colegas · CC BY 1.0

Olhe as curvas da figura 2. Algumas trilhas acompanham mudanças semelhantes de direção. Comparar as marcas ajuda a formular uma explicação; juntar a foto aos registros de tempo e posição permite testá-la.

Num piscar de olhos

Uma lâmina de gelo faz o trabalho

A sequência começa com água suficiente para formar gelo flutuante, mas sem cobrir completamente as pedras. Durante a noite fria, a superfície congela. O sol depois ajuda a quebrar a camada em placas que o vento desloca, empurrando pedras e deixando sulcos no barro.

O artigo científico descreveu gelo com apenas 3 a 6 milímetros de espessura e ventos de cerca de 4 a 5 metros por segundo. As placas podiam ter dezenas de metros de extensão. A superfície que recebe o vento é muito maior que a própria pedra.

Essa camada fina não era suficiente para fazer as pedras flutuarem. Ela as empurrava sobre o fundo. O estudo registrou velocidades baixas, resumidas como 2 a 5 metros por minuto: sem um ponto fixo para comparar, o deslocamento podia ser difícil de perceber.

Depois

Uma distância pode reunir vários movimentos

Publicado em 27 de agosto de 2014, o estudo relatou mais de 60 pedras em movimento no episódio de 20 de dezembro. Algumas pedras instrumentadas acumularam até 224 metros entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, somando diferentes deslocamentos. Não foi uma corrida contínua de 224 metros num único instante.

O contraste entre o chão seco da figura 1 e o terreno molhado da figura 2 também importa. A foto mais dramática pode ser a do rastro pronto, enquanto a explicação depende do que aconteceu quando ainda havia água e gelo.

Uma pedra grande e irregular ocupa o primeiro plano sobre o barro rachado; outras pedras e montanhas aparecem ao fundo.
Figura 3 · Racetrack Playa, julho de 2009. Uma pedra fotografada fora dos episódios acompanhados no estudo. A imagem não permite determinar seu peso nem afirmar que ela se moveu pelo mesmo mecanismo. Daniel Mayer · CC BY-SA 3.0

De olhos abertos

O que a investigação deixou em aberto

As pedras de 320 quilos foram vistas andando?

Não naquela investigação. O comunicado de 2014 distingue as grandes pedras existentes no lugar das que a equipe acompanhou. Os autores perguntaram se as maiores se deslocariam da mesma maneira; este texto não apresenta uma observação que encerre essa dúvida.

Toda trilha precisa terminar numa pedra?

Os pesquisadores também observaram marcas deixadas por placas de gelo encostando no fundo. Por isso, uma trilha sem pedra não demonstra sozinha que alguém retirou o objeto. O desenho no chão precisa ser interpretado junto ao processo que pode produzi-lo.

Uma visita basta para assistir ao fenômeno?

Não há essa garantia. O relato descreve longos intervalos sem movimento e uma combinação específica de condições. Um rastro antigo não informa quando haverá outro deslocamento. Foi a espera com instrumentos que transformou as marcas em uma história observada.

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Fontes desta história

  1. Norris e colegas, PLOS ONE, 27/08/2014 — Sliding Rocks on Racetrack Playa. Observações diretas, métodos, números e fotografia de 20/12/2013. DOI 10.1371/journal.pone.0105948.
  2. National Park Service, comunicado de 27/08/2014. Contexto do lugar, autorização para o experimento, pedras maiores e limites da descoberta. Conteúdo histórico arquivado.
  3. Scripps Institution of Oceanography, 27/08/2014. Relato da equipe sobre a observação e perguntas restantes. O comunicado também foi divulgado pelo NPS; não são duas investigações independentes.

Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026. Esta história trata das observações de 2013–2014 e não apresenta o fenômeno como uma descoberta nova.

Créditos das imagens

1. Lgcharlot, ficha e arquivo, CC BY-SA 4.0. 2. Richard D. Norris, James M. Norris, Ralph D. Lorenz, Jib Ray e Brian Jackson, ficha e arquivo, CC BY 1.0. 3. Daniel Mayer, ficha e arquivo, CC BY-SA 3.0.

Fotografias reais, reduzidas proporcionalmente quando necessário, sem recorte ou alteração de cor pelo Pisca. A figura 2 conserva seus 1391 pixels de largura, sem ampliação. As imagens mantêm suas licenças indicadas; nenhuma foi gerada por inteligência artificial.

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