Pisca News

Informação num piscar de olhos.

Sobrevoo e registros de Earthset em 6/04/2026; missão de 1 a 10/04/2026

Artemis II: como a Terra desapareceu atrás da Lua

Em 6 de abril de 2026, a tripulação da Orion viu a Terra se esconder no horizonte lunar. O movimento da nave explica a cena e a interrupção temporária das comunicações.

Pisca News

Leitura de 6 minutos

Fontes no fim

Terra azul parcialmente iluminada aparece junto à borda da Lua, cuja superfície cheia de crateras ocupa a frente da imagem.
Figura 1 — Orion, 6 de abril de 2026, às 18h41 EDT. A Terra aparece parcialmente iluminada junto ao horizonte lunar. Fotografia oficial art002e009288, distinta do vídeo de celular mostrado no Reel. NASA/Tripulação Artemis II

Em 30 segundos

  1. Em 6 de abril de 2026, os astronautas da Artemis II registraram a Terra desaparecendo atrás do horizonte da Lua, vista da nave Orion.
  2. A tripulação passou pelo lado afastado da Lua e ficou cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, conforme o registro da agência espacial canadense.
  3. Foi um sobrevoo, sem pouso. A missão partiu em 1º de abril e voltou ao oceano Pacífico em 10 de abril de 2026.

A história em números

NúmeroO que significa
4 pessoasTripulação da Artemis II
6/04/2026Dia do sobrevoo e dos registros da Terra no horizonte lunar
Cerca de 407 mil kmMaior distância da Terra alcançada pela tripulação
Cerca de 40 minutosIntervalo de comunicações interrompidas atrás da Lua

Antes de piscar

A janela de uma nave virou um ponto de observação

A Terra aparece azul, parcialmente iluminada, acima de um chão cinzento cheio de crateras. Na sequência do sobrevoo, ela se aproxima da borda da Lua e some. A cena tem um nome em inglês, Earthset: a Terra parece se pôr, como o Sol visto descendo no horizonte terrestre.

O registro foi feito durante a Artemis II, primeiro voo tripulado da Orion. Estavam a bordo Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da agência espacial canadense. Eles viajaram ao redor do lado afastado da Lua e retornaram à Terra, sem descer à superfície lunar.

O lugar da câmera importa. Nós vemos a Lua da Terra; a tripulação observava a Terra de uma nave em movimento perto da Lua. A mudança de posição criou um alinhamento em que a paisagem lunar passou à frente do planeta. A Terra continuou no mesmo sistema; desapareceu apenas da linha de visão dos astronautas.

Terra com nuvens claras e uma faixa azul paira acima do horizonte escuro da Lua, em fotografia feita da Orion.
Figura 2 — Quatro minutos antes, às 18h37 EDT de 6 de abril de 2026. Outro registro oficial da passagem, art002e021007, mostra a Terra acima do terreno lunar. Os horários pertencem às fotografias, não ao vídeo de celular. NASA/Tripulação Artemis II

O instante

A borda da Lua cobriu o planeta

Em 6 de abril, a tripulação registrou o planeta através da janela da Orion. A NASA identifica uma das fotografias oficiais de Earthset como feita às 18h41 no horário de verão do leste dos Estados Unidos. As nuvens claras e a água azul aparecem na parte iluminada; a região escura da Terra estava vivendo a noite.

Na imagem de abertura, o chão lunar ocupa grande parte do quadro. Essa diferença de tamanho aparente não compara os diâmetros reais da Terra e da Lua. A nave estava muito mais perto da superfície lunar do que do planeta que os astronautas tinham deixado dias antes.

O movimento do observador também explica a passagem do planeta pelo horizonte. A Lua gira de maneira que mantém aproximadamente a mesma face voltada à Terra. A Orion, porém, não estava parada nessa face. Sua trajetória a levou ao lado afastado, mudando a perspectiva e escondendo a Terra atrás do relevo.

Num piscar de olhos

O que saiu da imagem também saiu do rádio

A agência espacial canadense registrou uma interrupção planejada de comunicação de cerca de 40 minutos. A Lua ficou entre a nave e a Terra, bloqueando os sinais necessários para a ligação com a rede de antenas de espaço profundo. A ausência de contato fazia parte da trajetória conhecida da missão.

Quando a Orion reapareceu do outro lado, a Terra voltou a surgir no campo de visão e a comunicação foi restabelecida. O desaparecimento do planeta na janela e a perda temporária de contato tinham a mesma causa geométrica, embora imagem e rádio não precisem começar ou terminar no mesmo segundo.

Há uma distinção importante: lado afastado não significa uma região eternamente escura. A Lua tem dia e noite. O termo indica a face que normalmente não vemos da Terra; no sobrevoo, os astronautas puderam observar áreas que a posição do nosso planeta mantém escondidas.

Depois

O registro acompanhou um voo de teste

A viagem atingiu cerca de 407 mil quilômetros de distância da Terra e superou o recorde de afastamento de um voo humano estabelecido pela Apollo 13 em 1970. O número descreve o ponto mais distante da trajetória, não a altitude constante da nave nem a distância em que todas as fotografias foram feitas.

A Artemis II partiu em 1º de abril de 2026 e terminou em 10 de abril, com a cápsula no oceano Pacífico, perto de San Diego. O voo permitiu avaliar sistemas da Orion com pessoas a bordo, incluindo suporte à vida e manobras de pilotagem. As imagens são parte visível de uma missão que também produziu dados técnicos.

No sobrevoo, a tripulação fotografou crateras, contrastes de cor e outras características da superfície. Essas observações ajudam os pesquisadores a interpretar o terreno e planejar exploração. Uma fotografia pode mostrar uma paisagem extraordinária e, ao mesmo tempo, registrar informações sobre luz, relevo e materiais.

De olhos abertos

Como interpretar a cena sem confundir as missões

Eles pousaram na Lua?

Não. A Artemis II foi um voo de teste com sobrevoo lunar e retorno. Ver o horizonte da Lua pela janela não indica que a câmera estivesse no chão.

A Terra se moveu para baixo?

A imagem registra movimento aparente no campo de visão de uma nave em deslocamento. A Lua passa à frente da Terra para esse observador; o vídeo ou a foto não mostram nosso planeta caindo.

As fotos aqui são quadros retirados do Reel?

Não. São fotografias oficiais da missão, com identificação própria no acervo da NASA. Elas documentam o mesmo fenômeno e a mesma data, mas não devem ser apresentadas como capturas do vídeo de celular mostrado no Reel.

As histórias da semana, no seu e-mail

Receba uma seleção das histórias do Pisca, com os links para ler cada uma no blog.

Quero receber as histórias

Fontes desta história

  1. NASA Earth Observatory — Earthset From the Lunar Far Side. 10/04/2026. Data e horário da fotografia oficial, iluminação da Terra e interpretação do Earthset.
  2. NASA — Welcomes Record-Setting Artemis II Moonfarers Back to Earth. 10/04/2026, atualizado em 7/05/2026. Retorno, tripulação, afastamento máximo de 252.756 milhas e avaliações do voo.
  3. Canadian Space Agency — Artemis II daily logbook. Registro do sobrevoo, recorde, observações geológicas e interrupção planejada de comunicação. Distância máxima em quilômetros apresentada de forma arredondada no artigo.
  4. NASA — Artemis II Mission Milestones: An Image and Video Recap. Acervo oficial da missão de 1 a 10/04/2026, com Earthset e outros registros do voo.
  5. NASA — Moon Facts. Rotação sincronizada, iluminação e diferença entre lado afastado e lado escuro.
  6. NASA — Answers Your Most Pressing Artemis II Questions. Características do voo tripulado e objetivos do teste. Planos de missões futuras não foram tratados como fatos consumados.

Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026.

Créditos das imagens

1 NASA/Tripulação Artemis II. Domínio público (NASA). 2 NASA/Tripulação Artemis II. Domínio público (NASA).

Duas fotografias oficiais reais da tripulação, feitas em 6/04/2026. IDs e horários são dos arquivos da NASA. Não são extrações nem comprovação das configurações do vídeo de celular. Versões reduzidas do Commons, com proporções e cores preservadas pelo Pisca.

Capa do Almanaque Pisca · História, edição completa

Almanaque Pisca · História

Gostou? Conheça o livro do Pisca.

São 30 acontecimentos que mudaram o mundo, do Titanic à Apollo 11, ilustrados página por página, com data e fontes. Em três volumes ou na edição completa, em PDF, para ler no celular.

Conhecer o livroa partir de R$ 14,90

Mande para quem vive olhando o céu:

WhatsAppFacebook

Gostou do Pisca?

Cada história leva horas de pesquisa, checagem de fontes e montagem, feitas com muito carinho. Se quiser ajudar o Pisca a continuar, mande um Pix de qualquer valor, a partir de R$ 1.

QR Code do Pix do Pisca News

Chave Pix (CNPJ)
51.336.076/0001-23

Recebedor: JM&L Representações

Obrigado por apoiar!

O Pisca News é feito por José Miguel Vilela de Figueiredo, com o apoio de ferramentas de inteligência artificial na pesquisa, na organização e na produção do conteúdo. Cada fato é conferido nas fontes listadas acima. Saiba como o Pisca trabalha.

Newsletter do Pisca

Histórias da semana, no seu e-mail.

Grátis. Uma seleção semanal, com resumos e links para ler as histórias completas no blog, sempre com data e fontes. De presente, o capítulo do Hindenburg do Almanaque Pisca, em PDF. Você pode cancelar sua inscrição pelo link no fim de qualquer e-mail.






Usamos seu e-mail para enviar as histórias do Pisca. Veja a política de privacidade.

Leia também

Todas as histórias