
Em 30 segundos
- Em 6 de abril de 2026, os astronautas da Artemis II registraram a Terra desaparecendo atrás do horizonte da Lua, vista da nave Orion.
- A tripulação passou pelo lado afastado da Lua e ficou cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, conforme o registro da agência espacial canadense.
- Foi um sobrevoo, sem pouso. A missão partiu em 1º de abril e voltou ao oceano Pacífico em 10 de abril de 2026.
A história em números
| Número | O que significa |
|---|---|
| 4 pessoas | Tripulação da Artemis II |
| 6/04/2026 | Dia do sobrevoo e dos registros da Terra no horizonte lunar |
| Cerca de 407 mil km | Maior distância da Terra alcançada pela tripulação |
| Cerca de 40 minutos | Intervalo de comunicações interrompidas atrás da Lua |
Antes de piscar
A janela de uma nave virou um ponto de observação
A Terra aparece azul, parcialmente iluminada, acima de um chão cinzento cheio de crateras. Na sequência do sobrevoo, ela se aproxima da borda da Lua e some. A cena tem um nome em inglês, Earthset: a Terra parece se pôr, como o Sol visto descendo no horizonte terrestre.
O registro foi feito durante a Artemis II, primeiro voo tripulado da Orion. Estavam a bordo Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da agência espacial canadense. Eles viajaram ao redor do lado afastado da Lua e retornaram à Terra, sem descer à superfície lunar.
O lugar da câmera importa. Nós vemos a Lua da Terra; a tripulação observava a Terra de uma nave em movimento perto da Lua. A mudança de posição criou um alinhamento em que a paisagem lunar passou à frente do planeta. A Terra continuou no mesmo sistema; desapareceu apenas da linha de visão dos astronautas.

O instante
A borda da Lua cobriu o planeta
Em 6 de abril, a tripulação registrou o planeta através da janela da Orion. A NASA identifica uma das fotografias oficiais de Earthset como feita às 18h41 no horário de verão do leste dos Estados Unidos. As nuvens claras e a água azul aparecem na parte iluminada; a região escura da Terra estava vivendo a noite.
Na imagem de abertura, o chão lunar ocupa grande parte do quadro. Essa diferença de tamanho aparente não compara os diâmetros reais da Terra e da Lua. A nave estava muito mais perto da superfície lunar do que do planeta que os astronautas tinham deixado dias antes.
O movimento do observador também explica a passagem do planeta pelo horizonte. A Lua gira de maneira que mantém aproximadamente a mesma face voltada à Terra. A Orion, porém, não estava parada nessa face. Sua trajetória a levou ao lado afastado, mudando a perspectiva e escondendo a Terra atrás do relevo.
Num piscar de olhos
O que saiu da imagem também saiu do rádio
A agência espacial canadense registrou uma interrupção planejada de comunicação de cerca de 40 minutos. A Lua ficou entre a nave e a Terra, bloqueando os sinais necessários para a ligação com a rede de antenas de espaço profundo. A ausência de contato fazia parte da trajetória conhecida da missão.
Quando a Orion reapareceu do outro lado, a Terra voltou a surgir no campo de visão e a comunicação foi restabelecida. O desaparecimento do planeta na janela e a perda temporária de contato tinham a mesma causa geométrica, embora imagem e rádio não precisem começar ou terminar no mesmo segundo.
Há uma distinção importante: lado afastado não significa uma região eternamente escura. A Lua tem dia e noite. O termo indica a face que normalmente não vemos da Terra; no sobrevoo, os astronautas puderam observar áreas que a posição do nosso planeta mantém escondidas.
Depois
O registro acompanhou um voo de teste
A viagem atingiu cerca de 407 mil quilômetros de distância da Terra e superou o recorde de afastamento de um voo humano estabelecido pela Apollo 13 em 1970. O número descreve o ponto mais distante da trajetória, não a altitude constante da nave nem a distância em que todas as fotografias foram feitas.
A Artemis II partiu em 1º de abril de 2026 e terminou em 10 de abril, com a cápsula no oceano Pacífico, perto de San Diego. O voo permitiu avaliar sistemas da Orion com pessoas a bordo, incluindo suporte à vida e manobras de pilotagem. As imagens são parte visível de uma missão que também produziu dados técnicos.
No sobrevoo, a tripulação fotografou crateras, contrastes de cor e outras características da superfície. Essas observações ajudam os pesquisadores a interpretar o terreno e planejar exploração. Uma fotografia pode mostrar uma paisagem extraordinária e, ao mesmo tempo, registrar informações sobre luz, relevo e materiais.
De olhos abertos
Como interpretar a cena sem confundir as missões
Eles pousaram na Lua?
Não. A Artemis II foi um voo de teste com sobrevoo lunar e retorno. Ver o horizonte da Lua pela janela não indica que a câmera estivesse no chão.
A Terra se moveu para baixo?
A imagem registra movimento aparente no campo de visão de uma nave em deslocamento. A Lua passa à frente da Terra para esse observador; o vídeo ou a foto não mostram nosso planeta caindo.
As fotos aqui são quadros retirados do Reel?
Não. São fotografias oficiais da missão, com identificação própria no acervo da NASA. Elas documentam o mesmo fenômeno e a mesma data, mas não devem ser apresentadas como capturas do vídeo de celular mostrado no Reel.
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Fontes desta história
- NASA Earth Observatory — Earthset From the Lunar Far Side. 10/04/2026. Data e horário da fotografia oficial, iluminação da Terra e interpretação do Earthset.
- NASA — Welcomes Record-Setting Artemis II Moonfarers Back to Earth. 10/04/2026, atualizado em 7/05/2026. Retorno, tripulação, afastamento máximo de 252.756 milhas e avaliações do voo.
- Canadian Space Agency — Artemis II daily logbook. Registro do sobrevoo, recorde, observações geológicas e interrupção planejada de comunicação. Distância máxima em quilômetros apresentada de forma arredondada no artigo.
- NASA — Artemis II Mission Milestones: An Image and Video Recap. Acervo oficial da missão de 1 a 10/04/2026, com Earthset e outros registros do voo.
- NASA — Moon Facts. Rotação sincronizada, iluminação e diferença entre lado afastado e lado escuro.
- NASA — Answers Your Most Pressing Artemis II Questions. Características do voo tripulado e objetivos do teste. Planos de missões futuras não foram tratados como fatos consumados.
Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026.
Créditos das imagens
1 NASA/Tripulação Artemis II. Domínio público (NASA). 2 NASA/Tripulação Artemis II. Domínio público (NASA).
Duas fotografias oficiais reais da tripulação, feitas em 6/04/2026. IDs e horários são dos arquivos da NASA. Não são extrações nem comprovação das configurações do vídeo de celular. Versões reduzidas do Commons, com proporções e cores preservadas pelo Pisca.



