
Em 30 segundos
- A Apollo 13 saiu da Terra em 11 de abril de 1970 para tentar o terceiro pouso humano na Lua. A bordo estavam Jim Lovell, Jack Swigert e Fred Haise.
- Dois dias depois, um tanque de oxigênio do módulo de serviço se rompeu. A missão perdeu recursos essenciais e o pouso lunar foi cancelado.
- O módulo lunar Aquarius virou abrigo. Com ajuda das equipes em terra, a tripulação economizou recursos, adaptou filtros e voltou viva ao Pacífico em 17 de abril.
Antes de piscar
Três partes, um destino
A nave Apollo reunia sistemas com funções diferentes. O módulo de comando Odyssey era a cabine que voltaria à Terra. O módulo de serviço carregava equipamentos e recursos que sustentavam o voo. O módulo lunar Aquarius havia sido feito para levar dois astronautas à superfície da Lua.
A missão começou em 11 de abril de 1970, com um foguete Saturn V partindo do Centro Espacial Kennedy. Lovell e Haise fariam o pouso; Swigert ficaria na órbita lunar. O plano exigia separar os módulos e reuni-los novamente depois da exploração.
A maior parte dessa sequência nunca aconteceu. O equipamento destinado à descida na Lua acabou cumprindo outra função, longe da superfície lunar: manter os três homens vivos até a volta.
O instante
Um estrondo e sinais que não fechavam
Na noite de 13 de abril, pela hora de Houston, a tripulação sentiu um estrondo e uma vibração. Surgiram avisos de falha elétrica. Swigert informou o problema ao controle; Lovell entrou na comunicação logo depois. A frase famosa veio de uma situação ainda sendo entendida.
Os instrumentos mostraram a perda de oxigênio e de parte da alimentação elétrica. Depois, olhando pela janela, Lovell viu um material escapando da nave. O tanque de oxigênio número dois havia se rompido no módulo de serviço.
Não era só uma questão de respirar. Os sistemas que produziam energia também dependiam dos recursos daquele módulo. O problema atingia o funcionamento da nave, e tentar o pouso na Lua deixou de ser uma opção. A tarefa passou a ser preservar uma forma de voltar.
Num piscar de olhos
O módulo lunar virou um abrigo
O Aquarius tinha suas próprias reservas. A tripulação e as equipes em terra passaram a usá-lo como um bote salva-vidas, enquanto mantinham desligada boa parte do Odyssey para guardar energia para a reentrada.
A mudança trouxe outro desafio. O módulo lunar havia sido planejado para duas pessoas por dois dias. Agora precisava abrigar três por um período maior. Água, energia e o ar da cabine exigiam atenção contínua.
Havia filtros disponíveis, mas os encaixes não combinavam. Os cartuchos do módulo de comando eram quadrados; o sistema do módulo lunar usava entradas redondas. Os filtros retiravam do ar o gás carbônico que os astronautas exalavam.
As equipes em terra criaram um adaptador com materiais disponíveis a bordo, como sacos plásticos, papelão e fita. As instruções foram transmitidas à tripulação. O improviso permitiu aproveitar os cartuchos do Odyssey no sistema do Aquarius. Não criou oxigênio: ajudou a remover o gás que se acumulava na cabine.

Depois
Voltar era outra missão
Os controladores calcularam manobras para corrigir o caminho e trazer a nave de volta depois de passar pela Lua. Os astronautas precisaram conservar recursos e seguir novos procedimentos. A cabine ficou fria; a operação continuou sem o conforto e as reservas previstos para uma viagem normal.
Perto da Terra, eles voltaram ao Odyssey. O módulo de serviço danificado foi descartado, deixando finalmente visível o estrago. O Aquarius também foi separado: tinha servido de abrigo, mas não era a cápsula destinada à reentrada.
Em 17 de abril de 1970, a cabine caiu no Pacífico e os três homens foram resgatados. Não houve pouso lunar. Houve o retorno da tripulação de uma nave que havia perdido condições essenciais para cumprir o plano inicial.
A investigação examinou os testes e modificações do tanque antes do lançamento. O relatório relacionou danos no isolamento dos fios a um aquecimento excessivo durante um teste em terra. A análise levou a mudanças no equipamento e nos procedimentos das missões seguintes.
De olhos abertos
As confusões que ficaram na história
A foto mostra a explosão acontecendo?
Não. Ela foi feita em 17 de abril, quando o módulo de serviço já havia sido separado. O buraco e os equipamentos expostos mostram as consequências do dano, não o momento do estrondo.
A Apollo 13 chegou a pousar na Lua?
Não. O objetivo foi abandonado após a falha. O módulo feito para o pouso lunar virou abrigo durante a viagem de volta.
O filtro improvisado salvou tudo sozinho?
Ele resolveu um problema importante do ar da cabine. O retorno também exigiu preservar energia e água, corrigir o caminho e preparar a reentrada. Foi uma sequência de soluções coordenadas entre a nave e as equipes em terra.
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Fontes desta história
- NASA — Apollo 13, página oficial da missão. Tripulação, lançamento, objetivo e retorno em 17/04/1970.
- NASA — Apollo 13: Mission Details. Sequência da falha, módulos, economia de recursos, cartuchos e materiais do adaptador.
- NASA — A missão Apollo 13 e os desafios da tripulação e da equipe de lançamento. 9/04/2020. Recursos críticos e uso do módulo lunar como abrigo.
- NASA — O relatório da comissão de investigação da Apollo 13. 15/06/2020. Investigação dos testes do tanque e recomendações.
- Smithsonian — Conserving the Creativity that Saved the Apollo 13 Astronauts. Acervo do Museu Nacional do Ar e do Espaço: funcionamento e história do adaptador; pesquisa consultada também pela indexação da página.
Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026.
Créditos das imagens
1 NASA — tripulação da Apollo 13. Domínio público — obra da NASA. 2 NASA — S70-35013. Domínio público — obra da NASA.
Duas fotografias reais da NASA, de abril de 1970, em domínio público conforme as fichas. Foram usadas versões reduzidas fornecidas pelo Commons. O Pisca não recortou nem alterou as cores. A ficha da foto 2 registra ajustes de brilho e contraste anteriores no acervo.



